Mostrar mensagens com a etiqueta ex-citação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ex-citação. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de abril de 2008

Ex-citação 6

«O que eu ignorava era que para ser escritor era preciso escrever, e escrever bem, algo que requer coragem e, sobretudo, uma paciência infinita, uma paciência que Oscar Wilde definiu muito bem. Disse ele que passara toda a manhã a corrigir as provas de um dos seus poemas e que, por fim, tirou apenas uma vírgula. À tarde, voltou a colocá-la.»

Eduardo Halfon, O Anjo Literário, Lisboa: Cavalo de Ferro.

(Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008)


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ex-citação 5

«Na conhecida cidade italiana de M..., a Marquesa de O..., uma senhora viúva de excelente reputação, mãe de vários filhos bem educados, mandou publicar, em vários jornais, a seguinte notícia: que tinha engravidado, sem se dar conta; que era preciso que o pai da futura criança aparecesse e se identificasse; e que, por consideração para com a sua família, estaria disposta a casar com ele.»

B. Wilhelm Heinrich von Kleist, A Marquesa de O, Sintra: Colares Editora, p. 5.

(Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ex-citação 4

«Ireneo começou por enumerar, em latim e em espanhol, os casos de memória prodigiosa registados pela Naturalis Historia: Ciro, rei dos persas, que conseguia chamar pelo nome todos os soldados dos seus exércitos; Mitrídates Eupator, que ministrava a justiça nos vinte e dois idiomas do seu império; Simónides, inventor da mnemotecnia; Metrodoro, que professava a arte de repetir com fidelidade o que ouvira uma única vez.»

Jorge Luís Borges, "Funes ou a memória", in Ficções, Lisboa: Editorial Teorema / Mediasat - Público, col. Mil Folhas, p. 96.

(Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Ex-citação 3

«Duas são as artes que podem guindar o homem às mais altas honrarias: uma, a de general; outra, a do bom orador. Esta conserva o esplendor da paz, a outra repele os perigos da guerra.»

Cícero, Defesa de Murena, 14.30, traduzido por Maria Helena da Rocha Pereira, in Romana. Antologia da Cultura Latina, Coimbra: Universidade de Coimbra, p. 23.

(Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ex-citação 2

«Um romance é um biombo: a gente despe-se por detrás. Isto [o diário] não. Mesmo que não falemos de nós (é-me difícil falar de mim). Aliás como os outros, desconheço-me. Talvez, também porque me evito. A verdade é que, quando me encontro bem pela frente, reconheço-me intragável.»

Vergílio Ferreira, Conta-Corrente I, Lisboa: Bertrand, p. 11.

(Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008)


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ex-citação 1

«Enquanto lhe preparavam a cicuta, Sócrates pôs-se a aprender uma ária na flauta. 'Para que te servirá?' perguntaram-lhe. 'Para saber esta ária antes de morrer'».

Cioran, citado por Italo Calvino, in Porquê Ler os Clássicos, Lisboa: Teorema, p. 13.

(Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008)